Gente estou cheia de novidades para o blog, textos novos que fiz durante a viagem para Dublin, mas estou sem tempo para postar, logo tudo se normalizará, não deixem de visualizar os textos que talvez não tenham lido até as novas postagens...
Provável que amanhã eu consiga :)
P.S Dublin é ótima, estou amando isso aqui :)
sábado, 30 de março de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
Fazendo as malas
Uma vez li um texto sobre
arrumar as malas jogando as coisas antigas fora e deixando apenas as novas com
a gente, o texto em si era passava uma lição sobre quantas coisas guardamos com
o passar do tempo. Não somente roupas, mas objetos e momentos que deveríamos despachar
junto com as coisas velhas.
Hoje me sinto assim,
eliminei muitas coisas “velhas”, joguei fora aquilo que já não me era útil,
selecionei apenas as roupas que mais gosto e quase enfartei ao ver que não
coube quase tudo na mala hehehehe...
Percebi o quanto somos
apegados a itens supérfluos, como é difícil
deixar para trás as coisas que
gostamos tanto, meus livros não poderei levar, meus perfumes ficarão aqui, tantos
e tantos calçados que deixarei e sem contar as pilhas de roupas que ficarão.
Ao dobrar cada peça de roupa
sou surpreendida por lembranças, e como é bom lembrar. Ah como é bom! Pessoas,
lugares, festas, momentos, tudo em algumas peças de roupas. Estou ciente de que sentirei falta de muitas
coisas que deixei aqui, mas se pararmos para pensar o que eu não usarei durante
um ano é bem provável que nem use mais, mas me desfazer de mais isso agora
seria muito para mim.
Fazer as malas me fez
repensar algumas coisas, o intercâmbio eu sei que fará mais, acredito que ao
retornar para o Brasil muitas coisas que julgava importante talvez não julgue
mais, e muitas coisas que nunca me importei poderão ter um significado grande
para mim...
Acredito que quando
decidimos seguir uma nova etapa de nossas vidas devemos sim selecionar apenas o
que nos é importante, e deixar para trás aquilo que não faz diferença em nossas
vidas. “
Fazer as malas” é algo que deveríamos fazer sempre que decidirmos
seguir outro caminho, esquecer aquilo que um dia fez parte de nossas vidas,
colocar itens que precisamos ter, isso tudo em outro sentido gente, porque
assim somos na vida, quantas vezes decidimos seguir novos caminhos e “ao fazer
as malas” levamos apenas itens antigos com a gente? Mudar de emprego e
lembrar-se sempre do velho, arrumar um namorado e lembrar-se ou comparar sempre
o ex, mudar de cidade e não aceitar a mudança.
Deixemos fora da “mala” tudo
aquilo que não precisamos mais, vamos seguindo esse eterno arrumar malas da
maneira como deve ser, aceitando as mudanças, percebendo as diferenças e
encarando os novos desafios!
domingo, 24 de março de 2013
Carta de Despedida :)
E
hoje chegou o grande dia, aquele dia de frio na barriga, coração batendo forte
e uma empolgação gigante surgindo.
Mudanças
nos assustam às vezes, mas elas são estritamente necessárias para o nosso
crescimento.
E é
assim largando tudo, vendendo carro, moto, até as peças intimas (hehehe não é
pra tanto) que parto para uma nova fase de minha vida, fase essa que foi muito
pesada e pensada. Fase essa que me renderá grandes emoções, amadurecimento,
aprendizado e muita, muita história para contar.
Desde
o meu ingresso na LMG sete anos se passaram e ao olhar para trás eu consigo
lembrar cada detalhe, consigo me lembrar da Indianara de 16 anos que entrou na
empresa pela primeira vez assustada, com medo, com dúvidas. Será que iria
aguentar? Estudar a noite, trabalhar no primeiro turno. Realmente não foi
fácil, mas não é que aguentei? Lógico devido às noites mal dormidas meu sistema
imunológico era fraco, e consequentemente colecionei alguns atestados na época
do 1º turno. Mas eu consegui!
Meu Deus como as coisas mudam, lembro de cada
colega que saiu, lembro de cada sorriso que dei e até mesmo das lágrimas que
derramei. Lembro do inicio de amizades verdadeiras as quais até hoje me
acompanham, e tenho certeza que me acompanharão sempre. Lembro do recrutamento
interno, como foi difícil conseguir uma vaguinha no “escritório” é era o sonho
de muita gente na época. Mas eu consegui!
Lembro
da dificuldade para pagar a faculdade, as limitações com a compra da moto, o
inicio do meu MBA, como foi difícil economizar ao máximo para concluir meu
objetivos. Mas eu consegui!
E
não é que descobri que viver não é fácil? Mas descobri também que muitas coisas
que julgava que não conseguiria fazer eu consegui, então porque não sonhar mais
alto? Por que não ir mais longe? Viver insatisfeita ,com vontade de mudar e
fazer sempre a mesma coisa nunca fez parte de mim. Se eu queria mudar eu
mudaria e pesquisando, planejando o meu tão sonhado intercâmbio na Europa está
à 10 dias de se concretizar.
O
que eu tenho a dizer para quem fica. Gente se eu consegui vocês também
conseguem, independente do sonho de vocês, vão atrás, busquem, sonhem alto
mesmo, não tenham medo de ser feliz e PAREM DE RECLAMAR! Se não está feliz com
alguma coisa tente resolvê-la ficar só lamentando não resolverá nada, invista
em você, no seu futuro, na sua felicidade.
Acredite no seu potencial e sempre
dê o melhor de si, independente qual a sua ocupação, mostre para você mesmo que
você é capaz de muito mais, deixe o comodismo de lado e corra atrás do tempo perdido.
Lute por aquilo que você acredita que merece, mas mais importante que isso se
faça merecedor! (entendo que nem sempre isso dá certo hehe, mas como eu disse
cabe a você decidir aceitar ou não).
Não
deixem de oferecer o melhor que podem, pois no futuro os frutos colhidos serão
muito mais compensatórios.
Acreditem
em vocês! Acreditem no potencial que possuem, no tempo que trabalhei com vocês
vi que sempre estive cercada de excelente profissionais. Criativos, rápidos e
eficazes! Sim, esses são vocês.
Enfrentam dificuldades sim! Mas quem não
enfrenta???? Teria graça viver sem alguns empecilhos para apimentar nosso dia?
Eu acredito que não!
Obrigado
a todos pela contribuição para meu crescimento e aprendizado, levarei um
pouquinho de cada um sempre comigo.
Vocês fizeram parte de uma fase muito
importante da minha vida!
Assim
como todo ser humano houve momentos em que falhei, peço desculpas por isso, mas
quero que saibam que sempre em tudo o que fiz dei o meu melhor. Se eu voltasse
a sete anos atrás faria tudo exatamente igual, pois foram com minhas falhas que
melhorei.
A
Indianara de sete anos atrás evoluiu muito, cresceu e amadureceu muito, como
profissional e como pessoa. Devo muito a LMG, pois toda essa lapidação foi
graças a alguns tombos e tropeços. Hoje uma nova fase se inicia, com tombos e
tropeços também, porque gente é assim que a vida é. Mas ao final de cada fase
como é bom saber que fizemos o certo, que chegamos onde queríamos e que é
chegada a hora de buscar mais.
E é
isso que sugiro que façam, busquem mais!
Um
profissional melhor, pais melhores, amigos melhores, ousem mais, arrisquem
mais. E por favor, tirem suas vontades da gaveta!
Nunca
é tarde para mudar, nunca é tarde para buscar mais!
Com
carinho Indianara Santos.
18/03/2013
terça-feira, 12 de março de 2013
Outros autores - Martha Medeiros
A DOR QUE DÓI MAIS
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já
morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma
cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos
brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do
cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você
podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia
ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar
o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor
de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
Martha Medeiros
sábado, 9 de março de 2013
Aquele que faz falta
Meu
Deus que sorriso lindo!
Só
mesmo ele que sorria assim.
Pelo
menos um pedacinho dele ficara naquela criança tão amada.
Amada
e com um sorriso igual o dele...
Como
esquecer alguém que a fez se sentir a mulher mais linda e desejada?
Somente
ele sabia tocá-la daquele jeito, somente ele era o motivo de seus suspiros e
devaneios.
Ah
que falta ela sentia da gargalhada gostosa dele!
Que
falta sentia da cara de deboche ou da mania de mudar de assunto quando ele
estava furiosa...
Que
falta ele fazia!
Até
o sol não brilha mais como brilhava quando estavam juntos.
Os
dias são mais escuros, mais longos e demorados.
E o
espelho vive mostrando a ela que junto com ele a vaidade dela foi embora.
Sonhar
não tem mais graça.
Só
mesmo quando ele vem visitá-la em seus sonhos.
Com
aqueles olhos lindos e as mãos macias a toca com suavidade, eriçando todos os
pelos e seu corpo.
Ah
aquelas sensações, como as fazia bem.
Aquele
abraço, aquele olhar, aquele sorriso, aquele sorriso, aquele cheiro. Ah Aquele
cheiro
E
então o despertador toca, ela levanta,
acorda seu filho que abre aquele sorriso lindo e a faz lembrar que há 2 anos
perdeu seu marido.
Ah
que falta ele fazia!
E em
meio a lágrimas, sorrisos e lembranças seu dia começava...
terça-feira, 5 de março de 2013
Dedicação total à empresa
Minha
motivação para a escrita muitas vezes vem do que eu vejo ao meu redor, das
coisas que acontecem comigo ou com pessoas próximas e quase tudo que me intriga
me faz repensar muitas coisas.
Existem
muitas pessoas, mas muitas mesmo que morrem de medo de serem demitidas, que
morrem de medo de serem dispensadas pela empresa, e claro que por vezes isso é compressível.
Mas nem sempre!
Existem
pessoas que dão a vida pela empresa, não se desligam por um só minuto, trazem o
trabalho para casa e o que é pior trazem problemas para casa. Existem pessoas
que não tem outro assunto a não ser a empresa que trabalham. Existem pessoas
que se acostumam aquela zona de conforto e nunca buscam melhorias.
Pessoas
essas que constroem uma carreira de 10 (eu quase hehehe) 20 e 30 anos de
empresa, não sabem o que seria viver sem o tão amado lugar onde trabalham e de repente por um motivo ou outro são
desligados...
Aí
eu pergunto até que ponto vale a pena traçar uma carreira em uma única empresa?
Em alguns casos é válido sim, mas temos que estar preparados para imprevistos.
Até
que ponto devemos encarar um desligamento como coisa ruim???
Eu
não encaro assim não, eu aceito um desligamento como um beneficio para a pessoa...
À partir dali você poderá traçar novas metas e
objetivos, poderá fazer um plano de carreira muito mais recheado, poderá
escolher a profissão que quiser, poderá ir atrás daquele sonho que talvez
estava na gaveta.
Sabe
aquela viagem que sempre quis fazer? Essa é a hora!
Sabe
aquele negócio próprio que sempre quis abrir? Essa é a hora!
Sabe
aquela reforma em sua casa? Tá esperando o que agora??????
A
demissão muitas vezes e na maioria dela é o empurrãozinho que faltava!
Pessoas,
não chorem uma demissão. Encarem ela como um beneficio a vocês, se você for um
bom profissional certamente coisas melhores aparecerão. Não desperdice a chance
de pensar nos seus novos objetivos, não desperdice essa oportunidade que
recebeu!
Pessoas
empregadas, não deem a vida pelo seu emprego e nunca tragam para casa seus
problemas profissionais, lembre-se que seus filhos não tem culpa das metas não
atingidas ou de um desconto a mais em sua folha de pagamento. Dediquem-se sim,
deem o melhor de si, mas saindo da empresa deixe os problemas e preocupações
por lá!
Ser
um bom profissional nem sempre é se doar completamente. Bons profissionais
precisam ser bons maridos ou esposas, bons pais e bons filhos. É preciso que
exista o equilíbrio. Por isso a importância de saber desligar-se.
Bom
senso sempre!!!!!!!!
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Dia da sua formatura!
E
hoje é o dia meu amor!
Hoje
é o dia que junto aqueles com quem conviveu por 5 anos dividirá o que eu posso
chamar de melhores momentos da sua vida!
Hoje
é o dia que junto a todos os amigos que foram cuidadosamente selecionados
dividirá boas horas de risadas e muita história para contar!
O
dia da sua formatura, o momento de alegria por ter conseguido chegar até o fim.
Foram
anos de lutas, foram anos vividos e vencidos, mas foram anos maravilhosos com
certeza!
Estudar é bom, mas se formar é muitoooo melhor!
E
hoje gostaria de desejar a você muitas alegrias, parabenizá-lo por essa
conquista, dizer a você que poderá
contar comigo sempre, que desejo que todo seu esforço renda bons frutos, que
sua carreira seja ilumina, que Deus esteja todos os dias cobrindo-a de bênçãos!
Parabéns
meu psicólogo lindo!
Meu
amigo, meu namorado, maior surpresa de 2012, meu orgulho!
E
que venha a noiteeeeee!
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Aquele dia
Engraçado
como por várias vezes na vida temos AQUELE DIA.
Aquele
dia de fazer carteira de trabalho, aquele dia de começar a trabalhar, aquele dia que conhecemos o amor
de nossas vidas, aquele dia de casar. Aquele dia de ter um filho, aquele dia de
fazer besteiras, aquele dia de mudança, aquele dia de arrependimentos, aquele
dia de pedir demissão, aquele dia... Aquele dia...
E
por aí vai...
A
sensação é engraçada, a barriga dói as mãos suam, aquele dia passa e logo se
torna apenas mais um dia que passou...
Hoje
para mim foi um daqueles dias...
Hoje
solicitei a carta dos 30 dias, mais 30 dias e serei uma pobre menina sem
emprego hehe... Mas tenho certeza que vai valer muito à pena!
Hoje
para mim foi um daqueles dias, mas nada comparado ao dia que está por vir...
Aquele
dia de viajar!
Frio
na barriga!
A
hora tá chegando!!!!!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
A hora de se valorizar
Sempre
comento sobre se amar primeiramente, sobre se valorizar, porém quanto mais o
tempo passa, mais percebo pessoas cometendo os mesmos erros.
Incrível
como o ser humano apesar de diferente em algumas coisas é tão parecido em
outras.
Sabe
aquele companheiro que te maltrata, te humilha, não supre suas necessidades
básicas? Ele não te merece e ponto! Ou
melhor , você não merece ele, merece alguém que te ame com todas as forças,
alguém que te entenda, compreenda, alguém que te valorize, te surpreenda.
Alguém como aquele alguém que sempre sonhou...
É
aquele alguém mesmo, ele existe sim, e está por aí, esperando você acordar e
ver que está sofrendo a toa.
Pare
se culpar se seu relacionamento não deu ou não está dando certo. Se ame! Se
valorize!
Não
se prenda a alguém que só enxerga o seu pior. Não se prenda a medos e receios
que a solidão gera.
Como
diz aquele ditado popular:
“
Antes só do que mal acompanhado”...
Pense
nisso, vale a pena refletir!
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Infeliz ou estranha?
E assim ela chegava, com
aquela cara sempre amarrada, infeliz com a vida que levava, infeliz com ela
mesma.
Perdera a mãe cedo, o pai
logo trouxe outra mulher para tentar substituir do vazio que ficara.
Mal sabia ele que com isso o
vazio só aumentara, porque depois além de perder a mãe, perdera o pai também.
Mas o pai foi pior, perdeu ele, mesmo ele estando presente.
Aquela mulher, ah como ela
detestava aquela mulher, ela escondia os biscoitos que para ela e o irmão não
pudesse comer, ela deixava a comida esfriar para chamá-los para comer, em uma
época que não tinha micro-ondas.
Ah que falta fazia a mãe.
Devido a inúmeros mal tratos
a pobre saiu cedo de casa, substituindo a falta que o pai fez por um marido de
muito mais do dobro da idade dela. A idade do pai que sempre foi ausente.
Ela no auge da juventude,
linda, com olhos amendoados, um cabelo perfeito, um corpo curvilíneo que
chamava atenção de qualquer um na rua, condenada a viver com um senhor, com
rugas, com programas de gente mais velha, com amigos mais velhos. E assim a
pobre vivia dia após dia, aquela vida que não foi a que ela sonhou, sofrendo a
falta da mãe, o carinho do pai e a falta de um moço como ela, que comeria
brigadeiros e beberia cervejas no café da manhã, um moço que seria cobiçado na
rua, um moço que iria querer se casar na igreja, vê-la de noiva, um marido que
iria querer ter filhos.
Infelizmente a vida fez com
que desviasse do caminho que seria melhor ter seguido.
Infelizmente jamais
conheceria o gosto de ser jovem e aproveitar a juventude. Infelizmente não
poderia saber o que é ser mãe, infelizmente não pôde saber o que é crescer com
uma mãe ao lado.
Não
distribui sorrisos
Não distribui simpatia
Não distribui bom humor.
As pessoas olham para ela
com indignação, como pode ser tão mal humorada? Algumas com medo, será que ela
vai me xingar hoje? Algumas a consideram estranha demais...
Mal sabem elas o que a pobre
passou...
Mal sabem elas o que passa
todos os dias...
Estranha são as pessoas que
a olham com estranheza, é preciso ser simpática sempre, agradar aos outros e
estar sempre bem humorada? Não, não é. O
ideal seria isso, mas todos temos dificuldades na vida e nem sempre sabemos
lidar com elas.
E assim encerrando mais um
dia de trabalho, lá ia ela com aquela cara sempre amarrada, infeliz com a vida
que levava, infeliz com ela mesma.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Aquela que tanto sonha
Ela
estava assim, meio triste, meio tonta.
Não
sabia ao certo o que queria, mas sabia que queria ir muito mais longe!
Estava
cansada daquela rotinazinha, acordar, tomar café, ir trabalhar, voltar do
trabalho, fazer janta para o marido, contar-lhe como foi o dia, ouvir seus
desabafos. Tomar um banho e deitar, acordar e começar tudo de novo!
Sonhava
com o impossível, sonhava com aquilo que não podia tocar, mas sim podia sentir!
Ah e
como sentia!
Sonhava
quando dormia, mas muito mais quando estava acordada. Aliás, seus sonhos que estavam
lhe dando ânimo para continuar sua vidinha pacata.
Sonhar
nunca foi proibido, por isso sonhar era o que lhe dava prazer.
Sonhava
com o dia em que se despediria de seu esposo e que prometeriam continuarem
amigos, sonhava com o dia em que seria uma profissional de destaque e teria
certeza que tomou a decisão certa.
Sonhava
com ela desbravando o mundo, conhecendo países, conhecendo pessoas, sonhando
mais um pouco!
Sonhava
com o impossível. Mas nos sonhos parecia tão possível!
Como
pode??????
Ela
estava assim, meio triste, meio tonta.
Não
sabia ao certo o que queria, mas sabia que queria ir muito mais longe!
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Ser feliz sozinha
Sempre vejo coisas que me fazem pensar
e repensar minhas atitudes, minhas dificuldades e minhas reais dificuldades.
Geralmente só quando acontece algo com
a gente é que paramos para pensar sobre.
Muitos adultos, jovens e até mesmo idosos,
arrastam relacionamentos infelizes por medo de ficar sozinhos.
Mas que medo é esse?
Medo de que afinal?
Estar sozinho não é ruim. Quando você
aprende a amar a sua própria companhia. E acreditem, muitas vezes não é preciso
mais que isso.
O marido largou a mulher e dois filhos
para se aventurar com uma amante 20 anos mais jovem.
A mulher abandonada sofre,
entra em depressão, não aceita o abandono, teme a solidão e quase desiste da
vida. Mas com o tempo percebe que foi melhor assim, que está muito bem desse
jeito e que estar sozinha ajudou-a a torna-la forte, independente e mais feliz.
Aprendeu a se amar, a se valorizar e entendeu que nada acontece por acaso.
Afinal, se não fosse assim aqueles 26
quilos nunca teriam desaparecido, aquele emprego que sempre quis seria deixado
de lado para viver a vida de do lar que sempre julgou ser a correta.
E não é só em casos de término não,
não somente quando rompem alguns relacionamentos que pessoas aprendem a ser
amar e viver bem sozinha.
Conheço muitas pessoas de 40 e tanto
anos que nunca casaram e estão bem como estão.
Muitas vezes melhor que aquelas
que fizeram uma escolha errada.
Mas aí quando alguém olha para alguma
surgem comentários do tipo: Dizem que ela era tão chata que ninguém aguentou
ficar com ela. Que não há beleza que compense uma mulher chata, que era infiel,
que roncava demais ou sei lá o que.
Da vida delas elas que sabem. Não há
pesquisas que comprovem que a pessoa que ficar sozinha será infeliz. Pode ser
que sim, em algum momento da vida ela se questione sobre
a opção que tomou, que sinta falta de um marido, ou de filhos caso não os
tenha. Mas pode ser também que mesmo sozinha ela aprenda a viver de uma maneira
que a complete, que nada falte.
Repito: Não tenham medo da solidão!
Isso não é o fim do mundo.
Aproveite esse tempo com você, para
você! Arrume seu guarda-roupa, releia seus velhos livros, faça o curso de
culinária que sempre quis fazer, vá a missa sempre que puder, escute bem alto
no seu carro ou na sua casa aquela música que tanto goste, vá tomar sorvete, vá
visitar velhos amigos, faça aquela viagem que sempre quis ou assista aquele
filme de terror que você adora.
Mas independente de estar sozinho ou
não vamos em busca da felicidade, vamos vendo exemplos ao nosso redor e
tentando copiar os acertos e evitar os erros. Vamos aprendendo a viver, driblar
os obstáculos da vida. Lutar pelo que queremos.
Se optarmos por nossa companhia apenas,
então que possamos aprender a nos bastar com ela.
Se optarmos em dividir nossos
momentos com alguém, então que possamos lutar para que saibamos conviver com
diferenças. E caso não saibamos que rumo seguir que não tenhamos pressa, que
possamos esperar estarmos certos do que queremos. E que saibamos fazer sempre a
escolha certa.
Ser feliz é o que importa!
sábado, 26 de janeiro de 2013
A Gordinha
Mais
um ano ela comemorava, mais uns quilinhos ganharia.
Aliás
nos últimos anos era o que mais ganhava...
Abrindo
os presentes e de praxe ali estava, aquele objeto que tanto lhe causara
desconforto e tristeza, aquele objeto que ficava no banheiro, mas bem
escondidinho para que não conseguisse enxergá-lo. Encarando-o seriamente descartou-o na lixeira assim como todos os
outros objetos similares aquele, aproveitando a deixa as revistas de dieta,
seus shakes e todas as cintas foram fazer companhia para aquela maldita
balança.
Por
muito tempo se martirizou, por muito tempo os apelidos da época de escola
atormentavam-na enquanto dormia, Boto cor de Rosa, Willy, Orca, Hipopótamo, e
por aí ia.
Por muito tempo aquilo a fez sofrer, por muito tempo aquilo a deixou
triste.
Porém
o que os outros não sabiam era que a tristeza deu lugar para fome e assim conseguiu
acumular mais alguns 20 e poucos quilos.
Aprendeu
a se amar, viu que ela, mesmo acima do peso, era muito mais inteligente do que
muitas magrelas que riam dela, viu que ela com todas as suas dobras, entendia
muito mais dos desejos de homens do que muitas mulheres de academia percebeu
que ela mesmo gordinha arrasava na cozinha, fazia um salmão como ninguém. Soube
que era muito mais engraçada e divertida do que várias modelos lindíssimas. E
percebeu com tudo isso que no fim da vida todos ficaremos iguais. Com rugas,
pelancas e tudo que a velhice dá direito.
Então
porque viver a vida sendo controlada por uma balança?
Porque
chorar a cada calça que não serve?
Porque
deixar de comer tudo aquilo que gosta?
Percebeu
que ela acima do peso, comendo todos aqueles potes de sorvete, conseguia ser
muito mais feliz do que muitos neuróticos pelo corpo.
Percebeu
que ela ria muito mais das coisas bobas porque vivia sem preocupação.
Percebeu
que a vida passa rápido demais e o que ela queria, era fazer valer a pena.
E
depois de todas essas percepções, abrindo mais uma lata de brigadeiro, lá ia
ela, aproveitar alguns dos prazeres da vida, sem se preocupar com o amanhã.
Porque o amanhã é outro dia, e quem sabe amanhã ela decida fazer uma deita por
questão de saúde.
Mas hoje, hoje ainda não! Hoje o brigadeiro é o que importa...
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Aquele que perdeu alguém que amava
Novamente
aquele sonho, novamente aquele aperto no peito.
Ouvindo
sua angústia sua mulher acariciando-o os cabelos lhe questiona com voz doce se
está tudo bem...
Quanta
ironia! Como pode estar tudo bem, se a mulher com quem divide a cama não é a
mulher que tanto ama, não é a mulher que tanto amou. Não é aquela com quem sonha todas as noites.
Ah
aquela mulher, aquela sim representava a classe feminina com merecimento, era
linda, querida, sabia cozinhar, não era ciumenta, para completar era muito
inteligente e mais que isso se amava acima de qualquer coisa.
Hoje
em dia é muito difícil encontrar uma mulher que se ama, a maioria vive em busca
de alguém para não ficar sozinha, são grudentas, desconfiadas e possessivas.
Mas ela não.
Ah
Meu Deus como ela era diferente...
Dominava
todos os assuntos, sabia a hora de calar-se, seus cabelos eram muito mais
macios e cheirosos que o normal, era louca por livros e cozinhava como ninguém.
Suas mãos tão delicadas e lisinhas, seus olhos sempre querendo dizer algo, ah
que Olhos! Aquele jeitinho de menina por fora, mas uma grande mulher por
dentro. Possuía um entendimento tão grande sobre as coisas, amava e respeitava
sua família, respeitava o próximo, tinha um coração gigante. Tinha sim seus
momentos de ira, brigava quando necessário e era uma lástima vê-la chorando. Mas
o sorriso dela, nossa o sorriso mais lindo que ele conhecera.
Lembrava-se
de como eram prazerosos os momentos com ela, e sentindo aquele aperto no peito
lamentou não ter oferecido mais tempo a ela. Lembrou-se da noite que se
conheceram, uma noite em que nada estava para dar certo, onde ele não iria
estar presente, ela também não, onde a chance de se cruzarem em uma festa cheia
como aquela era de 1%, mas não é que aconteceu? Seus olhares se cruzaram e logo
após a primeira investida nela ele soube que beijaria aqueles lábios. E depois
daquele dia a paixão em ambos aumentava, ela era sempre tão prudente, mas dessa
vez não, se entregava cada vez mais aquele romance, ele como bom conquistador
abria mão de alguns affair que tinha antes de conhecê-la. Tudo acontecia às
avessas. Não seguiam padrões, não pensavam no amanhã.
Os
meses passavam a paixão aumentava, não entendia como isso podia ser possível. A
vontade de se ver aumentava, as ligações não paravam.
E
vasculhando suas lembranças, forçava a lembrança sobre o término, como pode um
amor tão bonito, tão fogoso e forte ser interrompido por dificuldades da vida que
ele não soube administrar. Como pode algo que tinha tudo para dar certo acabar
por medo, insegurança e incerteza?
Ela
só queria mais tempo, ela só queria finais de semanas com ele, almoço em
família e cinema de vez em quando. Ele poderia ter dado, mas não quis. Pensou
que não a perderia mas a perdeu...
E
hoje depois de 12 anos sem ter noticias nenhuma dela, sem saber se casou, teve
filhos, se mudou, como está, se continua bela ou não, sonha todas as noites com
ela, com os momentos que viveram, com a paixão que sentiram e que ele ainda
sente, hoje mesmo depois de casado, mesmo com filhos, se questiona como seria
se a reencontrasse, sabe que não ficariam juntos, pois se bem lembra os valores
dela jamais se envolveria com um homem casado, mesmo que divorciado.
Mas queria
poder vê-la de novo, abraçar-lhe e sentir o corpo dela bem pertinho do dele,
sentir o coração dela como sentia quando estavam juntos, queria poder olhar nos
olhos dela e sentir-se amado como sentia quando ela o olhava, queria poder sentir
o cheiro dela e tocar-lhe os cabelos.
Queria muitas coisas com ela, ah só ele
sabia o quanto queria... Mas agora era tarde, ela também deveria estar casada,
ela provavelmente também já era mãe...
Virando-se
para a esposa (aquela que ele não amava, mas que até que era boazinha) deu-lhe
um beijo na testa (assim como Judas quando traiu Jesus) dizendo-lhe apenas que
havia tido um pesadelo, um pesadelo sem importância.
Sem
importância, mas que iria atormentá-lo todos os dias de sua vida.
Enquanto
aquele amor não terminasse, enquanto aquele amor não fosse resolvido, enquanto
aquele amor deixasse de ser amor e virasse apenas boas lembranças do passado.
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